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quinta-feira, 30 de março de 2017

Operação Novo Cangaço prende 21 por roubos a banco na região Celeiro

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Investigação aponta que a organização criminosa era composta por pelo menos 16 integrantes.
 FOTOS - Cristiane Luza

Novo Cangaço, pelas características do modo de atuação das quadrilhas que assaltam bancos pelo interior, lembrando os tempos de Lampião. Esse foi o nome dado à operação deflagrada pela Polícia Civil gaúcha - com o apoio da Brigada Militar, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Civil catarinense - na manhã desta quarta-feira, 29 de março. Vinte e uma pessoas foram presas até o momento nas regiões Norte e Noroeste do Rio Grande do Sul e na Serra de SC. Elas serão encaminhadas ao Presídio Estadual de São Luiz Gonzaga.
São 16 mandados de prisão, 29 de busca e apreensão e sequestro de quatro veículos e um implemento agrícola, adquiridos com o dinheiro dos roubos. Com o apoio de dois helicópteros e 71 viaturas, mais de 300 policiais, entre civis e militares, participaram da ação, realizada nas cidades de Redentora, Miraguaí, Tenente Portela, Três Passos, Planalto, Cerro Grande, Carazinho e Vacaria, no Rio Grande do Sul, e Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina.

O novo cangaço

O uso de escudos humanos em frente às agências enquanto bandidos fortemente armados entram nos bancos e fogem com dinheiro e reféns tem levado terror, desde o fim de 2016, a pequenas cidades que sofrem com o pouco policiamento. Presidida pelo delegado Roberto Audino, a investigação durou aproximadamente 45 dias e aponta que a organização criminosa era composta por pelo menos 16 integrantes e especializada em assalto a bancos e estabelecimentos comerciais, além de roubo de veículos. "A Polícia Civil entendeu que esse caso merecia uma atenção especial e agradeço ao diretor por ter nos apoiado com uma Força Tarefa de quatro excelentes policiais. A apuração aconteceu toda em cima de técnicas modernas de investigação, as quais não posso detalhar porque as investigações vão continuar", pontuou Audino em coletiva à imprensa.
Foi para a segurança pública dar uma resposta principalmente à comunidade de Miraguaí que a Polícia Civil realizou a operação, ressaltou na ocasião a delegada regional de Três Passos, Cristiane Braucks. Já o comandante do 7º Batalhão de Polícia Militar, major Diego Munari, comentou que é uma honra para a Brigada Militar participar de ações como essa, pois com a integração entre as corporações, toda a sociedade ganha. "Não importa quem prende, o importante é prender", justificou.

Roubo em Miraguaí e envolvimento em outros casos

O chefe do Departamento de Polícia do Interior (DPI), Fernando Sodré, disse que alguns já eram investigados por outros crimes, mas foram presos hoje principalmente por suspeita de envolvimento nos roubos aos bancos Sicredi e Banrisul de Miraguaí, ocorridos simultaneamente em 6 de fevereiro deste ano. Na época, antes de se dirigirem às agências, os assaltantes passaram na sede da Brigada Militar, onde fizeram um sargento como refém - amarrando-o no teto de um carro - e pegaram uma viatura, incendiada depois. "Não podemos admitir que um agente de segurança pública sofra, em qualquer hipótese, o que aconteceu com  o sargento da Brigada nesse caso", frisou.
Nesta quarta-feira, já foram apreendidas seis armas de fogo, três veículos e R$ 28.375. "Precisamos verificar até que ponto os presos com arma, por exemplo, tinham vinculação com os assaltos, as forneciam ou ainda até estavam guardando-as sem saber", explicou Sodré.
Questionado sobre o envolvimento em outros roubos a banco na região como o de Rodeio Bonito, Sodré respondeu que isso será apurado. "No mundo do crime essas pessoas se comunicam, se articulam entre eles, então isso vai ser levantado agora pela investigação para ver se há outras ramificações além dessas. [...] Não duvido que em seguida possamos descobrir que eles tinham vínculo com outros assaltos praticados em outros municípios pelo Estado e em toda essa região Norte e Noroeste do RS", estimou.
Sodré ainda reiterou que apesar das dificuldades que as corporações enfrentam, tanto a Polícia Civil quanto a Brigada Militar continuarão fazendo seu trabalho a fim de proporcionar segurança à população.

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