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Agricultores protestam e apontam falta de ações do Estado no combate à estiagem

 

Em busca de medidas urgentes para amenizar as perdas provocadas pela estiagem no Rio Grande do Sul, cerca de 1.300 pequenos agricultores de diferentes regiões do Estado realizam mobilização hoje, em Porto Alegre. Reunidos em frente à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, eles reivindicam um encontro com o governador Eduardo Leite (PSDB). Na pauta dos agricultores está a liberação de crédito e auxílio emergencial, a liberação de recursos do BNDES e a criação de um comitê de estiagem. Os trabalhadores também cobram o governo federal para que envie auxílio financeiro e pedem a anistia de dívidas.

Na semana passada, o governo estadual formalizou a criação de uma força-tarefa para agilizar a escavação de microaçudes, a perfuração de poços artesianos, além da construção de cisternas. Em nota divulgada à imprensa, o executivo reiterou a necessidade das ações relacionadas à irrigação e afirmou que trabalha junto com a bancada federal gaúcha no Congresso Nacional para que as negociações com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento avancem e sejam criadas linhas de crédito emergenciais e as dívidas dos agricultores sejam renegociadas.

As medidas são consideradas pelos agricultores como insuficiente para o momento de crise. De acordo com a Emater, mais de 257 mil propriedades foram atingidas pela estiagem. Além do cultivo de grãos, como soja e milho, o plantio e colheita de hortifrutigranjeiros está prejudicado e a produção de alimentos como leite sofre com a falta de água e alimentos para os rebanhos.

Além de Porto Alegre, também houve manifestação de agricultores em Ijuí, no Noroeste do estado. O 10º Grito de Alerta, promovido pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), reuniu mais de 5 mil agricultores e apontou a gravidade da situação. Carregando faixas e cartazes com pedido de atenção ao setor, os agricultores saíram em caminhada pelas ruas centrais da cidade. Na frente do carro de som, um caixão simbolizava a morte da agricultura familiar.

A mobilização é liderada por trabalhadores da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), da União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES) e do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio Grande do Sul (CONSEA).

Fonte Sul 21

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